quarta-feira, 12 de março de 2008

Localizada região do cérebro responsável pelo instinto maternal

Investigadores da Universidade de Oxford, Reino Unido, afirmam ter localizado a região do cérebro que activa o desejo de proteger e cuidar das crianças, o chamado instinto maternal e paternal, revela um estudo hoje divulgado. Um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas britânicos afirma ter localizado na área do cérebro conhecida como "córtex orbitofrontal medial" (localizada acima dos olhos) a região que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar. A área cerebral em causa está ligada à região que trata do reconhecimento de rostos e é também uma peça-chave para o controlo das emoções, segundo os especialistas. Além de contribuir para compreender os chamados instintos paternal e maternal, os investigadores afirmam que o estudo pode ser útil na identificação e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afecta cerca de 15 por cento das mulheres e três por cento dos homens nos países desenvolvidos.Para medir a função que a região do cérebro em causa desenvolve nos instintos humanos, os cientistas analisaram a actividade cerebral de voluntários que, sentados diante de um monitor, tiveram de carregar num botão assim que uma imagem de uma cruz projectada mudava de cor.Entre as imagens projectadas, também foram exibidas rapidamente fotos de adultos e crianças que os voluntários não conheciam.O mapeamento cerebral instantâneo realizado evidenciou que, enquanto não havia qualquer reacção perante as imagens dos adultos, um grande estímulo cerebral era detectado quando os voluntários viam as fotos das crianças.O afecto sentido pelas crianças e o instinto que leva a cuidar das crias tinha até agora uma explicação darwinista e outra etológica.A primeira, de Charles Darwin, afirma que se trata de um instinto desenvolvido evolutivamente para assegurar a continuidade da espécie; a segunda, do prémio Nobel Konrad Lorenz, indica que a cara e as expressões das crianças representam estímulos que activam uma resposta imediata.De acordo com os investigadores britânicos, a velocidade com a qual o "córtex orbitofrontal medial" dos voluntários era activado (um sétimo de segundo) quando visionavam as crianças, indica que a reacção não pode ter uma origem consciente ou cultural. «Acreditamos que a resposta imediata nos leva a tratar crianças de maneira especial», considerou Morten Kringelbach, neurocientista e um dos principais autores do estudo, citado pela Reuters.«A resposta cerebral é tão rápida que temos quase a certeza absoluta de que não há controlo consciente sobre ela», acrescentou.
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Reflexão pessoal:
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A natureza é de uma ordem fantástica, pois apresenta-se encadeada de uma forma perfeita.
Os instintos maternais sao cruciais para a existência da vida humana. É bom saber que é agora conhecida a região responsável pelos instintos maternais e paternais, pois como menciona o artigo, muitas mulheres sofrem uma depressão pós parto, e assim esta pode ser combatida mais facilmente..

domingo, 9 de março de 2008

Nova descoberta no sistema imunitário pode ajudar a combater alergias
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Uma equipa internacional de cientistas descobriu um mecanismo que pode ser responsável por doenças como a febre dos fenos ou outras reacções alérgicas, visto que impede a auto-regulação normal do sistema imunitário.A investigação mostrou que um gene conhecido por GATA-3 pode bloquear o desenvolvimento de células T reguladoras no sistema imunitário ao isolar outro gene. Este, o FOXP3, é fundamental para as células T reguladoras, já que, se for bloqueado, deixam de ser produzidas aquelas células.Os investigadores do Imperial College de Londres, do Instituto Suíço de Investigação sobre Alergia e Asma e de outras instituições internacionais, esperam que a descoberta, hoje divulgada pela revista PLoS Biology, abra caminho ao desenvolvimento de terapias que tratem as alergias através do bloqueio daquele mecanismo.Sendo capazes de desenvolver terapias que impeçam o bloqueio do FOXP3, os cientistas esperam conseguir que as células T reguladoras voltem a trabalhar normalmente.As células T reguladoras têm uma importância vital para evitar reacções alérgicas em pessoas saudáveis, por manterem as outras células sob controlo, suprimirem células pró-alérgicas conhecidas por células Th2 e impedirem o sistema imunitário de atacar o corpo sem razão para isso.Em pessoas com alergias, alguns tipos de células do sistema imunitário, nomeadamente as Th2, podem identificar por engano como perigoso determinado alergeno, como o pólen. Neste caso, sempre que a pessoa volta a encontrar aquele alergeno, essas células promovem a produção de anticorpos para o atacar, provocando uma reacção alérgica."A descoberta vai ajudar-nos a compreender como é que as pessoas saudáveis são capazes de tolerar alergenos e o que precisamos de fazer para reinduzir tolerância no sistema imunitário de pacientes com alergias", afirmou Carsten Schmidt, principal autor do estudo e investigador do National Heart and Lung Institute do Imperial College.Os cientistas chegaram às suas conclusões depois de analisarem genes relacionados com as células T reguladoras e a forma como eles interagem, e confirmaram-nas com modelos de ratinhos, mostrando que os geneticamente alterados para exprimirem o gene GATA-3 em todas as células T revelaram enormes defeitos na produção de células T reguladoras.
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Reflexão pessoal:
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Na minha opinião esta descoberta poderá ser bastante útil no futuro, como todos sabemos as alergias afectam uma grande parte da população, e são muito incomodas para quem as tem. Com esta descoberta em breve poderemos ter uma boa solução para combater as alergias de uma forma eficaz.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Cabelos "gravam" características da água que bebemos

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Uma equipa de investigadores norte-americanos descobriu um método para determinar o local onde alguém bebeu água através de uma análise ao seu cabelo.
A técnica consiste em identificar os isótopos de hidrogénio e oxigénio existentes na água da torneira local, que variam de região para região e ficam "registados" no cabelo.Ou seja, analisando um cabelo é possível relacionar os isótopos de hidrogénio e oxigénio lá presentes com os da água potável de determinado local.A equipa de investigadores da Universidade de Utah analisou a composição da água da torneira de várias regiões dos Estados Unidos e recolheu amostras de cabelo em 65 barbearias do país.Com base na comparação desses dados, elaboraram um mapa dos Estados Unidos onde correlacionam a composição do cabelo humano com a geografia.Apesar de o mapa não permitir identificar localizações exactas, «pode não ser possível distinguir Chicago de Kansas City», dizem os cientistas, ele fornecem uma ideia geral. «É possível distinguir entre o Utah e o Texas», asseguram.«Nós somos o que comemos e bebemos, e isso fica gravado no cabelo», explica Thure Cerling, um geólogo e co-autor do estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Reflexão pessoal:
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De facto a tecnologia está cada vez mais avançada, esta técnica pode ser benéfica no combate á criminalidade embora possa não parecer. Mas sobretudo ficamos com a sensação que tudo é possivel, e associadas a esta técnica podem surgir outras.

domingo, 2 de março de 2008

Cientistas identificam moléculas que protegem espermatozóides do sistema imunitário feminino
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Descoberta pode revelar pistas sobre disseminação do cancro e Sida no corpo humano.
Um estudo sobre o comportamento do espermatozóide no corpo feminino pode revelar pistas importantes sobre a forma como as células cancerígenas e os vírus, como o VIH, conseguem disseminar-se no corpo humano. Segundo a BBC, cientistas britânicos conseguiram identificar moléculas situadas na superfície do espermatozóide que previnem o ataque pelo sistema imunitário feminino. Refira-se que, sendo considerados estranhos aos organismo, os espermatozóides poderão ser atacados por anticorpos da mulher. Então, essas moléculas protegeriam o espermatozóide, permitindo que ele entrasse no corpo da mulher sem ser detectado pelo seu sistema imunológico, o mesmo “truque” que poderá ser usado por células cancerígenas. A equipa de pesquisadores do Imperial College de Londres acredita que esta protecção é dada pelas glicoproteínas, que são moléculas de açúcar encontradas tanto na superfície do espermatozóide como também em algumas células cancerígenas e em amostras de sangue infectado com VIH. Segundo os cientistas, as células que contém a glicoproteína conseguem passar despercebidas pelo sistema imunitário e são protegidas de ataques, quando colocadas noutro organismo, como no caso de um transplante de órgãos, por exemplo. Isso explicaria como células infectadas com doenças como o cancro, por exemplo, conseguem espalhar-se pelo corpo. O estudo foi publicado na revista científica “Journal of Biological Chemistry”. O próximo passo dos investigadores, refere a BBC, é descobrir o mecanismo usado pelas glicoproteínas para se fazerem passar por inofensivas ao sistema imunitário.
Segundo Anne Dell, líder da pesquisa, o estudo pode abrir caminho para a descoberta de novos tratamentos e prevenção do cancro e outras doenças. «Se as células agressivas do cancro estão a usar os mesmos sinais reconhecidos pelo corpo para enganar o sistema imunitário e passar por inofensivas, precisamos de descobrir como funciona exactamente essa interacção ».
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Reflexão pessoal:
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Sem dúvida que estamos cada vez mais perto de encontrar uma cura viável para o câncro, e esta descoberta poderá estar relacionada na maneira como o câncro se propaga silênciosamente. Assim como os espermatozóides resistem ao sistema imunitário da mulher, é provável que as células câncerigenas utilizem o mesmo método, que é o que mais importa descobrir ao certo agora.
Aulas práticas

Faço aqui mais um ponto da situação, em relação ás aulas práticas de biologia.
Como aconteceu já no primeiro período lectivo, neste segundo período o conteúdo das aulas práticas, continua do mesmo género. Com a realização de várias actividades, é de salientar aquela que consistiu na elaboração de um projecto, que consistiu no estudo das características do peixe “Platy”, de geração para geração. Toda a turma dividida em grupos elaborou um projecto, que deverá agora ser posto em prática. Na minha opinião esta oportunidade que teremos em acompanhar a transmissão de características do “Platy”, será muito benéfica e interessante.
Numa reflexão global posso dizer que as aulas práticas incentivam bastante o interesse pela biologia, e acrescentam muitos aspectos ao meu conhecimento biológico
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Adolescente fica com sistema imunitário de dador
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Demi-Lee Brennan, uma adolescente australiana de 15 anos que foi sujeita a um transplante de fígado, abalou as fundações da ciência moderna após se ter verificado que o seu sistema imunitário tinha sido substituído pelo do dador. Os médicos do Sydney's Westmead Children's Hospital ficaram boquiabertos com o caso de Demi-Lee Brennan, uma adolescente de 15 anos a quem teve de ser transplantado um fígado devido a uma insuficiência hepática.Nove meses após o transplante, os testes que os médicos realizaram a Demi revelaram que o grupo sanguíneo da adolescente tinha mudado para o dador. Intrigados, os clínicos efectuaram mais testes, que mostraram que as células estaminais do fígado do dador tinham penetrado na medula óssea de Demi.Mas o que realmente espantou o doutor Michael Stormon e os seus colegas foi o facto de o sistema imunitário da jovem ter sido substituído quase totalmente pelo do dador, eliminando a necessidade de ela continuar a tomar medicamentos contra a rejeição, conhecidos como imunossupressores, químicos cujos efeitos secundários incluem infecções graves e efeitos tóxicos nos órgãos.«Consultámos exaustivamente no hospital e depois olhámos para a literatura médica e consultámos colegas de todo o mundo para ver se alguém já tinha visto algo deste género», revelou Stormon, citado pelo "ABC News".«Ninguém tinha, por isso ficamos estupefactos e impressionados», explicou o clínico, que agora, com a ajuda da sua equipa, tenta identificar o fenómeno e descobrir se é possível replicá-lo.
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Nota pessoal:
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Para espanto de todos, surge esta notícia que poderá ser um grande passo na medicina, infelizmente ainda não se sabe como tal sucedeu, mas penso que em breve irá surgir uma explicação viável, e que poderá ser um bom contributo para os transplantes, que actualmente implicam muitas limitações para quem é sujeito a eles.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A Paramiloidose

A paramiloidose, ou doença dos pezinhos foi pela primeira vez descrita na população portuguesa na área da Póvoa do Varzim. A paramiloidose está associada à deposição nos tecidos, em particular nos nervos, de uma substância fibrilar altamente insolúvel designada por amilóide. As fibras de amilóide são constituídas por sub unidades de uma proteína designada por Transtiretina - TTR -, que é uma proteína do sangue que transporta hormonas da tiróide e Vitamina A. Em situações normais, a TTR que circula no sangue é solúvel nos tecidos; contudo, quando ocorrem determinadas mutações na TTR que alteram a sua estrutura, por razões ainda desconhecidas, esta proteína forma fibras de amilóide nos tecidos. Todos nós temos duas cópias do gene da transtiretina, uma em cada um dos nossos dois cromossomas 18 – um dos quais recebemos do nosso pai e o outro da nossa mãe. A presença de duas cópias normais protege-nos da doença mas no caso de uma das duas ter uma alteração (a substituição de um G por um A) a proteína produzida tem um aminoácido diferente na posição 30 (uma metionina no lugar de uma valina), que é a principal forma mutada de TTR nos doentes de paramiloidose, em Portugal. Desde o nascimento que o sangue do portador apresenta uma proteína anormal.
Esta mutação génica, é transmitida de uma forma autossómica dominante; se o progenitor for portador heterozigótico (quase todos os casos), a probabilidade de um filho ser também portador da mutação é de 50%. Conhecem-se alguns doentes que tinham duas cópias do gene com a alteração referida (nesta situação uma mutação foi transmitida pela mãe e a outra pelo pai). A doença não parece surgir mais cedo ou evoluir mais depressa nestes casos.
A mutação Met 30 ocorre em diferentes países do mundo, tendo o seu maior foco em Portugal, seguido do Japão, Suécia, a ilha de Maiorca, Brasil e Itália. Em Portugal, a paramiloidose incide sobretudo na zona litoral do país, mas essencialmente no Norte.
A doença tem idade de início entre os 25 e 35 anos (podendo ocorrer depois dos 50 anos), inicia-se nos membros inferiores, afectando a sensibilidade aos estímulos (por exemplo, térmicos), a capacidade motora, e é fatal, com evolução, em média, em 10 anos. Os principais sintomas são uma grande perda de peso e de sensibilidade a estímulos, constantes formigueiros nos pés. Após a manifestação inicial já referida, os indivíduos podem apresentar altera­ções do aparelho digestivo, em especial modificações do hábito regular do intestino. Por exemplo, se antes tinham diarreia passam a ter obstipação, ou vice-versa. O emagrecimento sem causa aparente é outro sintoma desta patologia. Com a progressão da doença toda a sintomatologia inicial acentua. Os doentes chegam a ficar sem sensibilidade até às coxas. A atrofia muscular acaba por alte­rar a marcha até ao ponto de deixarem de poder andar. Depois ficam acamados e morrem, têm complicações cardíacas graves, sobretudo arritmias, também podem sofrer paragens cardíacas, desnutrição grave e infecções ou insuficiência renal terminal em diálise. Ainda não existe um tratamento etiológico para a polineuropatia amiloidótica familiar. A única forma efectiva de travar a progressão da doença é o transplante hepático que foi iniciado em Portugal em 1990. O transplante deve ser realizado antes dos 50 anos de idade; início da doença há menos de 5 anos; sintomas localizados aos membros inferiores ou apenas alterações dos hábitos intestinais; ausência de sinais e sintomas de insuficiência renal ou cardíaca.
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Nota pessoal:
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Infelizmente estamos rodeados de várias doenças, e no caso da paramiloidose, esta apenas se manifesta numa idade em que o infectado pode ja ter produzido descendência, como é uma doença hereditária, logo é contínua. Seria muito vantajoso a descoberta de um teste que pudesse acusar previamente a existência da paramiloidose num determinado individuo.