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quarta-feira, 12 de março de 2008
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domingo, 9 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
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Uma equipa de investigadores norte-americanos descobriu um método para determinar o local onde alguém bebeu água através de uma análise ao seu cabelo.
A técnica consiste em identificar os isótopos de hidrogénio e oxigénio existentes na água da torneira local, que variam de região para região e ficam "registados" no cabelo.Ou seja, analisando um cabelo é possível relacionar os isótopos de hidrogénio e oxigénio lá presentes com os da água potável de determinado local.A equipa de investigadores da Universidade de Utah analisou a composição da água da torneira de várias regiões dos Estados Unidos e recolheu amostras de cabelo em 65 barbearias do país.Com base na comparação desses dados, elaboraram um mapa dos Estados Unidos onde correlacionam a composição do cabelo humano com a geografia.Apesar de o mapa não permitir identificar localizações exactas, «pode não ser possível distinguir Chicago de Kansas City», dizem os cientistas, ele fornecem uma ideia geral. «É possível distinguir entre o Utah e o Texas», asseguram.«Nós somos o que comemos e bebemos, e isso fica gravado no cabelo», explica Thure Cerling, um geólogo e co-autor do estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
Reflexão pessoal:
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De facto a tecnologia está cada vez mais avançada, esta técnica pode ser benéfica no combate á criminalidade embora possa não parecer. Mas sobretudo ficamos com a sensação que tudo é possivel, e associadas a esta técnica podem surgir outras.
domingo, 2 de março de 2008
Um estudo sobre o comportamento do espermatozóide no corpo feminino pode revelar pistas importantes sobre a forma como as células cancerígenas e os vírus, como o VIH, conseguem disseminar-se no corpo humano. Segundo a BBC, cientistas britânicos conseguiram identificar moléculas situadas na superfície do espermatozóide que previnem o ataque pelo sistema imunitário feminino. Refira-se que, sendo considerados estranhos aos organismo, os espermatozóides poderão ser atacados por anticorpos da mulher. Então, essas moléculas protegeriam o espermatozóide, permitindo que ele entrasse no corpo da mulher sem ser detectado pelo seu sistema imunológico, o mesmo “truque” que poderá ser usado por células cancerígenas. A equipa de pesquisadores do Imperial College de Londres acredita que esta protecção é dada pelas glicoproteínas, que são moléculas de açúcar encontradas tanto na superfície do espermatozóide como também em algumas células cancerígenas e em amostras de sangue infectado com VIH. Segundo os cientistas, as células que contém a glicoproteína conseguem passar despercebidas pelo sistema imunitário e são protegidas de ataques, quando colocadas noutro organismo, como no caso de um transplante de órgãos, por exemplo. Isso explicaria como células infectadas com doenças como o cancro, por exemplo, conseguem espalhar-se pelo corpo. O estudo foi publicado na revista científica “Journal of Biological Chemistry”. O próximo passo dos investigadores, refere a BBC, é descobrir o mecanismo usado pelas glicoproteínas para se fazerem passar por inofensivas ao sistema imunitário.
Segundo Anne Dell, líder da pesquisa, o estudo pode abrir caminho para a descoberta de novos tratamentos e prevenção do cancro e outras doenças. «Se as células agressivas do cancro estão a usar os mesmos sinais reconhecidos pelo corpo para enganar o sistema imunitário e passar por inofensivas, precisamos de descobrir como funciona exactamente essa interacção ».
Faço aqui mais um ponto da situação, em relação ás aulas práticas de biologia.
Como aconteceu já no primeiro período lectivo, neste segundo período o conteúdo das aulas práticas, continua do mesmo género. Com a realização de várias actividades, é de salientar aquela que consistiu na elaboração de um projecto, que consistiu no estudo das características do peixe “Platy”, de geração para geração. Toda a turma dividida em grupos elaborou um projecto, que deverá agora ser posto em prática. Na minha opinião esta oportunidade que teremos em acompanhar a transmissão de características do “Platy”, será muito benéfica e interessante.
Numa reflexão global posso dizer que as aulas práticas incentivam bastante o interesse pela biologia, e acrescentam muitos aspectos ao meu conhecimento biológico.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
A paramiloidose, ou doença dos pezinhos foi pela primeira vez descrita na população portuguesa na área da Póvoa do Varzim. A paramiloidose está associada à deposição nos tecidos, em particular nos nervos, de uma substância fibrilar altamente insolúvel designada por amilóide. As fibras de amilóide são constituídas por sub unidades de uma proteína designada por Transtiretina - TTR -, que é uma proteína do sangue que transporta hormonas da tiróide e Vitamina A. Em situações normais, a TTR que circula no sangue é solúvel nos tecidos; contudo, quando ocorrem determinadas mutações na TTR que alteram a sua estrutura, por razões ainda desconhecidas, esta proteína forma fibras de amilóide nos tecidos. Todos nós temos duas cópias do gene da transtiretina, uma em cada um dos nossos dois cromossomas 18 – um dos quais recebemos do nosso pai e o outro da nossa mãe. A presença de duas cópias normais protege-nos da doença mas no caso de uma das duas ter uma alteração (a substituição de um G por um A) a proteína produzida tem um aminoácido diferente na posição 30 (uma metionina no lugar de uma valina), que é a principal forma mutada de TTR nos doentes de paramiloidose, em Portugal. Desde o nascimento que o sangue do portador apresenta uma proteína anormal.
Esta mutação génica, é transmitida de uma forma autossómica dominante; se o progenitor for portador heterozigótico (quase todos os casos), a probabilidade de um filho ser também portador da mutação é de 50%. Conhecem-se alguns doentes que tinham duas cópias do gene com a alteração referida (nesta situação uma mutação foi transmitida pela mãe e a outra pelo pai). A doença não parece surgir mais cedo ou evoluir mais depressa nestes casos.
A mutação Met 30 ocorre em diferentes países do mundo, tendo o seu maior foco em Portugal, seguido do Japão, Suécia, a ilha de Maiorca, Brasil e Itália. Em Portugal, a paramiloidose incide sobretudo na zona litoral do país, mas essencialmente no Norte.
A doença tem idade de início entre os 25 e 35 anos (podendo ocorrer depois dos 50 anos), inicia-se nos membros inferiores, afectando a sensibilidade aos estímulos (por exemplo, térmicos), a capacidade motora, e é fatal, com evolução, em média, em 10 anos. Os principais sintomas são uma grande perda de peso e de sensibilidade a estímulos, constantes formigueiros nos pés. Após a manifestação inicial já referida, os indivíduos podem apresentar alterações do aparelho digestivo, em especial modificações do hábito regular do intestino. Por exemplo, se antes tinham diarreia passam a ter obstipação, ou vice-versa. O emagrecimento sem causa aparente é outro sintoma desta patologia. Com a progressão da doença toda a sintomatologia inicial acentua. Os doentes chegam a ficar sem sensibilidade até às coxas. A atrofia muscular acaba por alterar a marcha até ao ponto de deixarem de poder andar. Depois ficam acamados e morrem, têm complicações cardíacas graves, sobretudo arritmias, também podem sofrer paragens cardíacas, desnutrição grave e infecções ou insuficiência renal terminal em diálise. Ainda não existe um tratamento etiológico para a polineuropatia amiloidótica familiar. A única forma efectiva de travar a progressão da doença é o transplante hepático que foi iniciado em Portugal em 1990. O transplante deve ser realizado antes dos 50 anos de idade; início da doença há menos de 5 anos; sintomas localizados aos membros inferiores ou apenas alterações dos hábitos intestinais; ausência de sinais e sintomas de insuficiência renal ou cardíaca.
